Emerson Fittipaldi detalha dificuldades para nova geração de pilotos brasileiros na F1

Bicampeão da Fórmula 1 e primeiro brasileiro a vencer o torneio, Emerson Fittipaldi foi uma figura essencial para a consolidação do automobilismo no Brasil. O ex-piloto abriu espaço para uma vitoriosa história do esporte no país, que hoje conta com 8 campeonatos mundiais graças a ele, Nelson Piquet e Ayrton Senna.

No entanto, o Brasil não tem conseguido repetir o mesmo desempenho vencedor do passado. O país não conquista um título desde 1991 e vem sofrendo nos últimos anos com a falta de pilotos que o representem. Neste contexto, Emerson relembrou a importância de seu pioneirismo na categoria e destacou que, atualmente, é difícil para o Brasil voltar a conquistar títulos na F1.

“Fui um dos primeiros. Ao mesmo tempo, havia meu irmão Wilson e Carlos Pace, outro bom motorista. Nós três, e depois seguidos por tantos bons pilotos brasileiros: Nelson Piquet, Ayrton Senna. A história dos pilotos brasileiros é fantástica e eu tenho muito orgulho”, disse em entrevista exclusiva para o Site de Apostas.

(Foto: Reprodução/Denis Frandsen)

“Porém, é difícil voltar a ganhar um campeonato. Eu olho para a nova geração, muitos jovens pilotos brasileiros vêm do karting, como o Emmo (Emerson Fittipaldi Jr, filho de Fittipaldi). É uma nova geração, espero que um dia tenham a oportunidade de ser campeões mundiais. É um longo caminho, muito difícil. Mas o Brasil adora corridas! Primeiro o futebol, depois as corridas”, completou.

O bicampeão ainda explicou as dificuldades enfrentadas pela nova geração de pilotos brasileiros. Segundo ele, houve uma lacuna que impossibilitou os jovens de receberem o apoio necessário para chegar à Fórmula 1.

“Acho que a razão de não termos um brasileiro dirigindo a F1 agora é porque houve uma lacuna, onde não teve apoio nas bases da corrida. Não temos Fórmula 4 no Brasil, e deveríamos ter. Eles precisam ajudar pilotos desta idade, e ainda mais jovens, muitos não têm oportunidade. Espero que em um futuro próximo eles tenham”, declarou.

“A geração mais jovem precisa de apoio, o Brasil adora correr e precisamos da nova geração. Existem ótimos talentos em karting, temos quatro ou cinco jovens pilotos brasileiros muito bons despontando. O país pode se sair bem, mas é um longo caminho até a F1”, acrescentou.

O ex-piloto também falou da sensação de ver seu neto Pietro Fittipaldi estrear na F1. Ele disputou as duas última corridas da temporada passada pela equipe da Haas no lugar de Romain Grosjean, que sofreu um acidente e não pôde pilotar.

“Eu estava muito ansioso para ver meus netos competindo na F1! Acho que o Pietro fez um bom trabalho, porque não dirigia há um ano. Mas ele foi bem, terminou a corrida, não cometeu nenhum erro. Agora continua como piloto reserva e espero que tenha outra chance de voltar. Estou animado que meus netos estão correndo”, finalizou Fittipaldi.

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