Fórmula 1 – Vitória fácil de Lewis Hamilton na Espanha.

Lewis Hamilton (Mercedes F1 W11) obteve na Espanha uma das vitórias mais fáceis da sua carreira, já que depois de sair na frente, administrou a sua corrida de forma perfeita. Apesar de, na fase inicial, Max Verstappen (Red Bull RB16/Honda) ter parecido estar conseguindo se aguentar perto do inglês a verdade é que isso só aconteceu porque Hamilton não estava sequer forçando o rítmo, gerindo de forma perfeita os pneus. E assim foi até ao fim da corrida, terminando-a com mais de 20s de avanço para o holandês da Red Bull.

Max Verstappen foi segundo sem nunca conseguir chegar em Hamilton, embora tenha conseguido manter Valtteri Bottas (Mercedes F1 W11) atrás de si, e nem mesmo quando o finlandês colocou pneus novos ainda com tempo para ir ‘buscar’ Verstappen, não o conseguiu, pois o holandês não permitiu a aproximação.

Grande resultado de conjunto para os dois Racing Point, com Lance Stroll e Sergio Perez (Racing Point RP20/Mercedes) em quarto e quinto, ‘vencendo’ claramente o segundo pelotão, sendo que com uma penalização de cinco segundos por ignorar bandeiras azuis, o mexicano perdeu a posição para o seu colega embora tenha terminado na sua frente.

Lewis Hamilton realizou uma corrida perfeita, numa nível perfeitamente acima dos restantes 19 pilotos. Sendo verdade que a meio da corrida, tinha uma avanço de 3.9 para Verstappen, que foi aumentando devagar, isso sucedeu porque simplesmente não precisava de aumentar o ritmo.

O 44 assegurou a 88ª vitória na Fórmula 1.

Max Verstappen (Red Bull RB16/Honda) foi segundo, mas desta feita e ao contrário das duas corridas de Silverstone nada pode fazer face a Hamilton e o destaque tem de ser dado pelo facto de ter ‘dividido’ os dois Mercedes. Ficar na frente de um W11 é um feito muito significativo.

5ª volta 1.146s, 7.5 21v
No início estava perto de Hamilton, mas ficou sempre a sensação que o inglês não precisava de dar tudo. Max Verstappen começou a ter cedo problemas com os pneus, ao ponto de se zangar com a equipe, mas apesar da sua frustração, nada havia a fazer, hoje.

Quando Bottas foi às boxes a 16 voltas do fim, regressando a seis segundos de Verstappen, julgou-se que poderia ainda apanhá-lo, mas Verstappen não permitiu. Na verdade, o Red Bull aumentou a sua vantagem para mais de sete segundos nas últimas voltas, apesar da vantagem dos pneus dos Bottas.

Valtteri Bottas (Mercedes F1 W11) hoje dificilmente venceria, se Hamilton partisse bem, como partiu. Pior, o finlandês caiu duas posições na partida, deixou rapidamente fugir Lewis Hamilton e Max Verstappen e apesar de ter passado Lance Stroll (Racing Point) na volta 5, já tinha perdido contato que não mais recuperou.

Chegou a andar significativamente mais rápido que Verstappen, este o Red Bull na mira, mas não foi capaz. Nem mesmo quando tinha seis segundos para recuperar e 17 voltas pela frente. Preferiu ir ao boxe para meter pneus e fazer (novamente) a melhor volta.

Sergio Perez (Racing Point RP20/Mercedes) terminou na frente de Lance Stroll em pista, mas na classificação não foi assim, devido, como já referimos, aos cinco segundos com que o mexicano foi penalizado por não ter deixado passar Hamilton, que o dobrava, rapidamente.

Geriu bem os seus pneus, e parecia que iria ser um fácil quarto classificado, mesmo com pneus velhos, mas a penalização tramou-o. Seja como for, uma boa corrida do mexicano, que já estava farto de ver F1 pela TV…

Lance Stroll (Racing Point RP20/Mercedes) foi um bom quarto classificado. Depois de dois sextos lugares em Silverstone, mais um bom resultado para o canadiano. Subiu para 3º na partida depois duma fabulosa manobra sobre Bottas, travou uma boa ‘luta’ com Stroll, que se afastaram de Alexander Albon (Red Bull RB16/Honda) 4º e 5º é o melhor resultado conjunto do ano até aqui para a Racing Point.

Carlos Sainz (McLaren MCL35/Renault) foi sexto e regressou aos bons resultados depois duma má passagem por Silverstone onde não foi além de dois 13º lugares. Desta vez teve uma tarde bastante boa com o seu McLaren, ainda que o Red Bull de Alex Albon lhe tenha dado muito trabalho durante a corrida. Conquistou um lugar face a onde arrancou no grid.

Tal como Sergio Pérez, Sebastian Vettel também foi para uma parada, e foi premiado com o quinto lugar devido a esse fato. Trocou para pneus macios antes da volta 30 e viu-se em 5º, tentando muito cedo levar o carro até ao fim com aqueles pneus, dizendo via rádio nada ter a perder. É esse o espírito. É este o ‘velho’ Vettel. Teve dificuldades com os pneus macios perto do fim, mas isso era natural. Obteve o seu segundo melhor resultado do ano até aqui, resistindo a Alex Albon, Pierre Gasly, Lando Norris, Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat para ficar em sétimo lugar.

O outro Ferrari, de Charles Leclerc teria estado nesse grupo se não tivesse desistido após uma passagem sob os corretores que redundou num corte no motor e num imediato pião. O monegasco abandonou pouco depois.

Alex Albon (Red Bull) perseguiu os Racing Point na fase inicial da corrida, antes duma paragem antecipada para colocar pneus duros, o que o deixou atrás do meio do pelotão, numa estranha estratégia da Red Bull. Pensava-se que ia só para uma paragem, mas ainda voltou às boxes para trocar novamente de pneus, lutando para recuperar terreno. Terminou em oitavo. Há quatro corridas que, ou é 5º ou…oitavo. Quarto foi o melhor que conseguiu, na Estíria.

Daniel Ricciardo foi outro dos pilotos que optou apenas por uma parada, ganhou inicialmente posições com isso, mas a estratégia revelou-se errada já que terminou fora dos pontos.

Grosjean terminou em último depois de ter sofrido danos no carro num toque confronto tardio com o Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi, que terminou em 16º. O seu colega de equipe na Alfa Romeo, Kimi Raikkonen foi 14º depois de também ter tido ‘problemas’ com Grosjean, o que enfureceu o habitualmente sorumbático finlandês. O piloto da Haas fez um meio pião na chicane das curvas sete e oito, e caiu para o 19º lugar.