Em meio as disputas em pista as amizades se fortalecem na F1, vejam alguns casos em que a amizade foi maior que a rivalidade

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Amizade… Algumas pessoas não acreditam nesta palavra, ainda mais no ambiente de trabalho. Se ela for proferida no automobilismo aí é que vem uma torrente de comentários, esbravejando que ela não existe. É claro que em meio a uma competição, o seu companheiro de equipe acaba se tornando o primeiro rival. Mas pensando no tempo em que eles permanecem juntos é melhor nutrir um bom relacionamento.

Carlos Sainz e Lando Norris estão juntos na McLaren desde 2019, pelos vídeos que a equipe disponibiliza em seu canal – Unboxed – dá para notar que os pilotos têm um ótimo convívio e estão confortáveis com a presença do outro. Eles pregam peças, fazem brincadeiras e sabem unir forças pelo time. É o sonho de muitos chefes de equipe, ter ao menos pilotos que se respeitem.

Seguindo pela McLaren e regressando diversos anos, Ayrton Senna e Gerhard Berger se tornaram amigos do bom tipo “unha e carne”. “Em Port Douglas, na Austrália, Ayrton Senna encontrou seu quarto cheio de sapos. Sapos na cama, sapos nas gavetas, sapos em todos os bolsos da sua roupa. ‘Você é um idiota’, ele me disse na manhã seguinte. ‘Passei a metade da noite catando sapos e jogando fora’. – E que tal a cobra? – perguntei. E foi assim que ele não dormiu muito bem as duas noites seguintes.”

A amizade dos dois era do tipo que provocava boas risadas, Berger dizia que enquanto o brasileiro o ensinou a dirigir, ele ensinou Senna a rir.

Felipe Massa disse certa vez que amizades são complicadas neste meio, mas se juntou com Daniel Ricciardo. A proximidade dos dois se deu por residirem no mesmo prédio em Mônaco e se verem com frequência. Pelo Instagram era possível ver o australiano sempre brincando com o filho do brasileiro.

Kimi Raikkonen pode não ser o piloto que a gente imagina distribuindo sorrisos, mas a amizade entre o homem de gelo, amante de bons drinques e do nerd Sebastian Vettel, que curte o típico humor inglês de Monty Python, se fortaleceu.

A relação harmoniosa desses dois pilotos na época da Ferrari, deixou saudades para o alemão que permaneceu no time: “É triste saber que Kimi não vai mais estar aqui, porque acho que nos damos bem, mesmo sendo diferentes.” Os dois continuam indo para os circuitos juntos, chegando a dividir o mesmo avião para ir e vir a cada etapa. A relação de Vettel com Leclerc ainda está em construção, mas em DTS o alemão e o monegasco mostram o peso da geração que os separam.

Saltando para eras mais longínquas, Mike Hawthorn e Peter Collins foram colocados na equipe do cavalo rampante durante a temporada de 1957 e 1958. A amizade dos dois é consagrada no automobilismo, a dupla uniu forças para impedir a vitória de Juan Manuel Fangio durante o GP da Alemanha de 1957, mas precisaram parabenizar o argentino que tinha uma enorme garra.

Infelizmente acidentes fatais rondavam os pilotos naquela época e Collins faleceu em Nürburgring, após bater em uma árvore e ter ferimentos na cabeça. Hawthorn falava que Collins era o seu – mon ami mate.

Graham Hill, Jackie Stewart e Jim Clark tinham uma amizade que dava gosto de se ver. Infelizmente com a morte de Clark em 1968, uma dupla foi formada. Os amigos passavam férias juntos regularmente, eram mostrados pela televisão britânica que enfatizava as suas brincadeiras em público, atestando a veracidade dessa amizade. No entanto está história não termina feliz e Hill perde a vida após um acidente de avião em 1975.

No filme Rush – No limite da emoção, Niki Lauda e James Hunt foram mostrados como grandes rivais, mas durante todo os anos que estiveram na Fórmula 1, os dois foram amigos. Hunt conquistou o título da temporada de 1976, Lauda ficou fora por duas provas após o fatídico acidente em Nürburgring daquele mesmo ano. O austríaco voltou para as pistas e perdeu o título na última prova e Hunt disse: “Eu senti que merecia [vencer o campeonato], mas também senti que Niki merecia vencer o campeonato, só queria que nós pudemos compartilhá-lo.

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Lauda teve um papel importante na vida de Hunt, o austríaco queria fazer com que o amigo se livrasse do alcoolismo durante a década de 1980 e ainda o auxiliou financeiramente.

Geralmente os pilotos que crescem juntos na base também nutrem uma boa amizade, o tempo que passam juntos e a forma como vão evoluindo no esporte acaba influenciando também.

E aí você se lembra de mais amizades no automobilismo?